Lentes de contato dental ou facetas de resina: qual escolher?
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Guia do Sorriso · Rideto
Por Dr. Paulo Augusto Batista Lopes, CRO-PE 4730 · Publicado em
Quando indicado e acompanhado por dentista, o clareamento dental não remove o esmalte nem enfraquece o dente. O efeito mais comum é sensibilidade passageira, que pode ser controlada. Os riscos aumentam com produtos usados sem orientação, em excesso ou sobre cáries, gengiva inflamada e restaurações com infiltração.
O clareamento é um dos tratamentos estéticos mais procurados e também um dos que mais geram dúvidas. Muitas informações circulam nas redes sociais, algumas corretas e outras não. Este guia reúne os mitos e as verdades mais comuns, com base em posicionamentos de entidades odontológicas e na prática clínica, para você decidir com segurança.
Mito, quando o tratamento é bem indicado. O gel clareador, à base de peróxido de hidrogênio ou de carbamida, age nos pigmentos dentro da estrutura do dente. Ele não lixa nem remove camadas de esmalte.
O cuidado está na concentração, no tempo de contato e na frequência. Usos excessivos ou sem orientação podem aumentar a sensibilidade e irritar a gengiva. Por isso, o protocolo é definido e acompanhado pelo dentista.
Parcialmente verdade. A sensibilidade é o efeito mais comum, principalmente ao frio, mas sua intensidade varia muito entre pessoas e tende a desaparecer poucos dias após o fim do tratamento.
Quem já tem sensibilidade, retração da gengiva ou desgaste no colo dos dentes deve informar na avaliação, para que o protocolo seja adaptado desde o início.
Verdade quanto à concentração, mas isso não significa que um seja sempre superior ao outro. No consultório, o gel é mais concentrado e aplicado pelo dentista com proteção da gengiva. No caseiro supervisionado, o gel é menos concentrado e usado por mais tempo, com moldeira feita sob medida.
| Critério | Consultório | Caseiro supervisionado |
|---|---|---|
| Concentração do gel | Mais alta | Mais baixa |
| Quem aplica | Dentista, com barreira na gengiva | Paciente, com moldeira individual |
| Duração | Uma a três sessões, em geral | Algumas semanas, em geral |
| Controle da sensibilidade | Ajuste entre sessões | Ajuste do tempo diário de uso |
| Combinação | Pode iniciar o tratamento | Pode continuar o tratamento |
Produtos sem orientação não passam por avaliação de cáries, gengiva e restaurações. Moldeiras padronizadas deixam o gel escorrer para a gengiva, e o resultado pode ficar desigual.
Receitas caseiras com bicarbonato, limão ou carvão são abrasivas ou ácidas e podem desgastar o esmalte com o uso repetido. Elas removem manchas superficiais, mas não clareiam a cor interna do dente. Esse é um dos pontos em que o clareamento sem orientação pode, sim, causar dano.
Algumas situações exigem adiar ou adaptar o tratamento.
Nesses casos, o problema de saúde é tratado antes, e o clareamento é reavaliado depois.
Mito. Resinas, porcelanas, coroas, facetas e próteses não mudam de cor com o gel. Apenas o dente natural clareia. Quando há restaurações visíveis, é comum clarear primeiro e trocar as restaurações depois, já na nova cor, para evitar diferença de tonalidade.
Coroas antigas que destoam dos dentes clareados podem precisar de substituição. Isso é planejado na avaliação, para que o resultado do sorriso seja harmônico.
Mito. A cor tende a escurecer aos poucos com o tempo, em ritmo que depende de café, chá, vinho, cigarro e alimentos com corante. Manutenções periódicas com a moldeira, conforme orientação, e limpezas profissionais ajudam a manter a cor por mais tempo.
Nos primeiros dias após as sessões, reduzir alimentos e bebidas com muito pigmento também contribui para estabilizar a cor.
Parcialmente verdade. A chamada dieta branca, que evita alimentos e bebidas com muito pigmento, costuma ser recomendada principalmente nas horas e nos primeiros dias após cada sessão. Estudos mais recentes discutem sua real influência no resultado, mas reduzir café, chá, vinho tinto, refrigerantes escuros, açaí e molhos com corante nesse período é uma orientação prudente.
Também vale evitar o cigarro, que pigmenta os dentes e prejudica a saúde da gengiva. Escovar os dentes depois de consumir alimentos com pigmento e manter as limpezas profissionais ajuda a prolongar a cor.
Bebidas muito ácidas, como refrigerantes e sucos cítricos em excesso, podem aumentar a sensibilidade durante o tratamento. Se for consumi-las, prefira fazê-lo junto das refeições e aguarde um pouco antes de escovar os dentes.
Na Rideto, o clareamento começa por uma avaliação de cáries, gengiva e restaurações e pelo registro fotográfico da cor inicial. O protocolo pode ser de consultório, com fotoativação quando indicada, caseiro supervisionado com moldeira sob medida ou a combinação dos dois. A escolha considera a cor de partida, a sensibilidade e os tratamentos estéticos planejados para depois, como lentes ou facetas.
O gel clareia apenas os dentes naturais, não as lentes, facetas ou coroas. Quem tem peças apenas em alguns dentes pode ficar com diferença de cor após clarear os demais. Por isso, o clareamento costuma ser feito antes da confecção das peças, e a cor delas é escolhida já com os dentes clareados.
Não, quando bem indicado e acompanhado. O gel age nos pigmentos internos e não remove esmalte. Estudos e posicionamentos de entidades odontológicas consideram o clareamento supervisionado seguro para dentes saudáveis. O risco aumenta com uso excessivo, sem orientação ou sobre cáries e restaurações com infiltração.
Com aparelho fixo, o clareamento costuma ser feito depois da remoção, porque os bráquetes impedem o contato do gel com parte do dente. Com alinhadores, algumas situações permitem o uso do gel nas placas, mas isso depende de orientação. A avaliação define o melhor momento para cada pessoa.
Em geral, aguarda-se algumas semanas para a cor estabilizar e para a adesão dos materiais ao esmalte ocorrer em condições adequadas. Só depois disso a cor final das lentes ou das facetas é escolhida. O intervalo exato é orientado pelo dentista conforme o caso.
Dentes escurecidos após tratamento de canal podem ser clareados por uma técnica interna, feita por dentro do dente, em consultório. A indicação depende do estado do canal e da estrutura dental. Em alguns casos, uma faceta ou coroa é mais adequada. A avaliação com radiografia define a alternativa.
É comum e costuma ser passageira, desaparecendo poucos dias após o fim do tratamento. Ela é controlada com ajuste de concentração e tempo, intervalos, gel dessensibilizante e cremes específicos. Se a sensibilidade for intensa ou persistir, o dentista deve ser informado para ajustar ou interromper o protocolo.
A maioria das pastas clareadoras remove manchas superficiais por abrasão ou por agentes de limpeza, mas não altera a cor interna do dente como o gel clareador. O uso frequente de pastas muito abrasivas pode desgastar o esmalte com o tempo. Para mudar a cor, o clareamento supervisionado é o caminho indicado.
Conteúdo informativo, baseado em diretrizes e literatura reconhecidas. Não substitui a consulta e a avaliação individual.
Saiba mais sobre o tratamento e converse com a equipe da Rideto, no Pina, Recife.
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