Clareamento dental estraga os dentes? Mitos e verdades
Mitos e verdades sobre clareamento dental.
Guia do Sorriso · Rideto
Por Dr. Paulo Augusto Batista Lopes, CRO-PE 4730 · Publicado em
Uma coroa ou prótese antiga deve ser avaliada para troca quando aparece borda escura perto da gengiva, cor diferente dos outros dentes, infiltração, gengiva inflamada, fratura, folga ou mudança na mordida. Nem toda peça antiga precisa ser trocada: o exame clínico e as radiografias mostram o estado da peça e do dente por baixo.
Coroas, pontes e próteses não são eternas. Com os anos, a gengiva muda, o cimento se desgasta e os materiais envelhecem. Às vezes a peça ainda parece bem, mas o dente por baixo está com problema. Este guia mostra os sete sinais mais comuns de que é hora de uma avaliação e explica como é feita a troca com recursos atuais.
Em coroas antigas de porcelana sobre metal, a borda metálica pode aparecer quando a gengiva retrai, formando uma linha escura. A raiz também pode escurecer. Coroas atuais sem metal, em zircônia ou cerâmica, ajudam a evitar esse aspecto. A causa da retração da gengiva também é avaliada.
Peças antigas podem perder brilho ou ficar acinzentadas. Também é comum a diferença aparecer depois de um clareamento, porque coroas não clareiam. Quando a peça destoa do restante do sorriso, a troca pode ser planejada na nova cor dos dentes.
Mau cheiro, gosto ruim, sensibilidade ao doce ou ao frio e manchas na borda da peça podem indicar que a vedação se perdeu. Nesse caso, bactérias entram entre a coroa e o dente e podem causar cárie por baixo, às vezes sem dor. Radiografias ajudam a identificar o problema.
Sangramento ao escovar, vermelhidão ou inchaço ao redor de uma coroa podem estar relacionados ao contorno da peça, a excessos de cimento ou a dificuldade de limpeza. Uma nova coroa com contorno adequado facilita a higiene e a saúde da gengiva.
Lascas deixam a superfície áspera, acumulam alimento e podem aumentar com o tempo. Pequenos reparos às vezes são possíveis, mas fraturas maiores geralmente exigem nova peça. Quando há bruxismo, a placa noturna costuma fazer parte do plano.
Uma coroa com folga pode ter perdido o cimento, ou o dente por baixo pode ter fraturado. Em próteses sobre implante, um parafuso pode ter afrouxado. Em todos os casos, vale procurar avaliação logo, para evitar que o problema aumente.
Sensação de coroa alta, dor ao mastigar ou desgaste nos dentes opostos podem indicar desajuste. Em dentaduras e próteses removíveis, a perda gradual de osso faz a peça ficar frouxa, o que pode exigir reembasamento, nova prótese ou estabilização com implantes.
A tabela resume os sinais e o que a avaliação costuma investigar em cada um. Ela não substitui o exame clínico.
| Sinal | Possível causa | O que a avaliação verifica |
|---|---|---|
| Borda escura | Retração da gengiva, estrutura metálica | Gengiva, material da peça e raiz |
| Cor diferente | Envelhecimento do material, clareamento | Cor dos dentes vizinhos e da peça |
| Infiltração | Perda da vedação, cárie | Radiografia e adaptação da borda |
| Gengiva inflamada | Contorno inadequado, cimento, higiene | Saúde da gengiva e contorno da peça |
| Lasca ou trinca | Desgaste, bruxismo, impacto | Extensão da fratura e mordida |
| Folga | Perda de cimento, fratura, parafuso | Dente, núcleo ou componente do implante |
| Mordida alterada | Desgaste, perda óssea, desajuste | Oclusão e adaptação da prótese |
A troca começa com exame clínico, radiografias e fotografias. A peça antiga é removida sob anestesia local, e o dente é tratado quando necessário, incluindo cárie, canal ou núcleo.
Na Rideto, o laser de alta potência pode ser usado no condicionamento da gengiva ao redor do dente, o que ajuda a controlar o sangramento e favorece uma leitura precisa no escaneamento intraoral. O arquivo digital vai para o laboratório integrado, que produz a nova coroa. Enquanto isso, o dente recebe um provisório, que pode ser feito no mesmo dia quando o caso permitir.
Depois da troca, alguns cuidados ajudam a proteger a nova peça e o dente por baixo. A higiene diária deve incluir escova macia e fio dental ou escova interdental na região da gengiva, onde costumam começar as infiltrações.
Quem range ou aperta os dentes pode precisar de placa noturna, que reduz o risco de lascas e fraturas. Morder objetos duros, como canetas, gelo e tampas, também deve ser evitado.
As revisões periódicas permitem acompanhar a adaptação da borda, a saúde da gengiva e a mordida, com radiografias quando indicado. Em muitos casos, pequenos ajustes feitos cedo evitam a necessidade de uma nova troca. O intervalo entre as revisões é definido de acordo com cada paciente.
Não obrigatoriamente. Uma coroa metalocerâmica bem adaptada, com gengiva saudável e estética aceitável, pode continuar em uso. A troca por coroa sem metal costuma ser considerada quando a borda escura aparece, quando há infiltração ou quando a peça precisa ser refeita por outro motivo. A decisão é individual.
Não. Uma coroa antiga bem adaptada, sem infiltração, com gengiva saudável e cor aceitável pode continuar em uso. A troca é indicada quando há problemas na peça, no dente por baixo ou na gengiva, ou quando a estética incomoda. O exame clínico e as radiografias mostram se a substituição é necessária.
A remoção e o preparo são feitos com anestesia local, então o procedimento costuma ser confortável. Pode haver sensibilidade leve no dente ou na gengiva por alguns dias. O uso do laser no tecido gengival ajuda a controlar o sangramento e pode trazer mais conforto. Se o desconforto persistir, um retorno é agendado.
Não. Depois da remoção da peça antiga e do preparo, o dente recebe um provisório que protege e mantém a aparência e a mastigação. Quando o caso permitir, o provisório é feito no mesmo dia, a partir do escaneamento. Ele também ajuda a testar forma e cor antes da peça definitiva.
Depende da região e da mordida. A zircônia é frequente em dentes de trás e em pontes, pela resistência. Cerâmicas como o dissilicato de lítio são muito usadas na frente, pela translucidez parecida com a do esmalte. A escolha também considera a cor do dente por baixo e o bruxismo.
Em muitos casos, sim. Após avaliar a saúde do implante, da gengiva e do osso com exame clínico e radiografias, é possível substituir apenas os componentes e a prótese. Se houver inflamação ou perda óssea ao redor do implante, essas condições são tratadas antes da nova peça.
O intervalo é definido conforme cada paciente, considerando higiene, bruxismo, histórico de cáries e saúde da gengiva. Revisões periódicas permitem identificar cedo infiltrações, desgastes e folgas, e muitas vezes resolver com intervenções menores. Sinais como dor, folga ou sangramento justificam antecipar a consulta.
Conteúdo informativo, baseado em diretrizes e literatura reconhecidas. Não substitui a consulta e a avaliação individual.
Saiba mais sobre o tratamento e converse com a equipe da Rideto, no Pina, Recife.
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